Os servidores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), incluindo professores e técnicos, estão em greve há mais de dois meses. Na última terça-feira, 2 de outubro, eles se reuniram com o secretário de Planejamento do Estado, Rafael Ventura, para apresentar suas principais reivindicações.
Reivindicações dos Servidores
Durante a reunião, os docentes enfatizaram a necessidade de retomar o pagamento dos auxílios Saúde e Educação, abrangendo também os aposentados. Além disso, solicitaram que o novo plano de carreira dos técnicos fosse enviado à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), assim como o pagamento do triênio, que é um benefício acumulado ao longo do tempo de serviço.
Situação Orçamentária do Estado
Em resposta às demandas, o secretário Rafael Ventura afirmou que analisará as solicitações, mas ressaltou que o estado enfrenta severas restrições orçamentárias. Ele também mencionou que a aprovação do plano de carreira e do substitutivo do triênio deve ocorrer antes do dia 30 de junho, prazo que se aproxima devido às eleições marcadas para outubro.
Pagamento do Triênio
O grupo de servidores pediu que o pagamento do triênio fosse realizado para aqueles que já têm direito, independentemente da aprovação de um novo projeto de lei na Alerj. Ventura se comprometeu a avaliar a viabilidade financeira dessa demanda.
Demandas dos Estudantes
Os estudantes da UERJ também aproveitaram a oportunidade para expor suas reivindicações. Entre elas, destacaram a necessidade de recomposição orçamentária das instituições, com o objetivo de assegurar o pagamento dos programas de assistência estudantil até 2026. Estimativas indicam que aproximadamente R$ 40 milhões são necessários para atender a essa demanda.
Outras Reivindicações
Adicionalmente, os estudantes solicitaram um reajuste no auxílio-transporte e a implementação do passe livre intermodal e interestadual, visando facilitar o deslocamento entre diferentes meios de transporte.
Contexto da Greve
A greve dos professores teve início em 25 de março, enquanto os técnicos administrativos paralisaram suas atividades a partir de 9 de abril. A mobilização reflete a insatisfação com as condições de trabalho e a urgência em garantir direitos e benefícios que impactam diretamente a qualidade da educação na UERJ.
Conclusão
A situação na UERJ evidencia a luta contínua dos servidores e estudantes por melhores condições e garantias financeiras. A resposta do governo, diante das dificuldades orçamentárias, será crucial para determinar a continuidade da greve e os próximos passos da categoria.


