O INSS mudou as regras do empréstimo consignado e passou a permitir uma alternativa para aposentados e pensionistas que não possuem biometria facial cadastrada nas bases do governo.
Com a mudança, esses beneficiários poderão autorizar a contratação do empréstimo consignado sem biometria facial, desde que façam a validação por meio dos dados bancários e da conta Gov.br.
No entanto, a biometria não acabou. Ela continua sendo a primeira forma de identificação utilizada pelo sistema.
Quem poderá fazer empréstimo consignado sem biometria?
A nova alternativa vale para o beneficiário do INSS que não possui biometria disponível nas bases oficiais consultadas pelo governo.
Primeiramente, o sistema verifica se existe um cadastro biométrico válido. Caso não encontre, o beneficiário poderá seguir pelo método alternativo.
Nesse caso, será necessário acessar o Meu INSS com a conta Gov.br e confirmar os dados bancários.
Além disso, a autorização do próprio titular do benefício continua obrigatória.
INSS não acabou com a biometria facial
Apesar da mudança, o INSS não retirou completamente a biometria do processo.
Na prática, o reconhecimento facial continua sendo a principal opção para validar a identidade do aposentado ou pensionista.
Entretanto, quando não houver biometria cadastrada, o sistema poderá liberar a confirmação por dados bancários.
Dessa forma, pessoas que enfrentavam dificuldades para concluir o reconhecimento facial poderão ter outra opção para contratar o crédito.
Por que o INSS mudou a regra?
A mudança busca atender beneficiários que não conseguem realizar a biometria facial.
Entre os casos estão pessoas sem cadastro biométrico disponível nas bases utilizadas pelo governo. Além disso, algumas condições podem dificultar ou impedir o reconhecimento facial.
Por isso, a validação bancária passou a funcionar como uma alternativa.
Segundo o INSS, o acesso ocorre por meio da conta Gov.br e exige confirmação dos dados do beneficiário.
Empréstimo consignado continua exigindo autorização
Mesmo sem biometria facial em alguns casos, o banco não poderá simplesmente contratar o empréstimo em nome do aposentado ou pensionista.
O beneficiário precisa autorizar expressamente a operação.
Além disso, o benefício deve estar liberado para empréstimos consignados.
Portanto, aposentados e pensionistas devem conferir cuidadosamente todas as informações antes de confirmar qualquer contratação.
Especialistas alertam para risco de golpes
A flexibilização da biometria também provocou preocupação entre especialistas em segurança digital.
Isso ocorre porque o reconhecimento facial adiciona uma camada de proteção ao processo de identificação.
Por outro lado, o INSS afirma que o procedimento alternativo utiliza mecanismos de validação do Gov.br e dados bancários.
Mesmo assim, beneficiários devem redobrar a atenção.
Nunca forneça senha do Gov.br, código de confirmação ou dados bancários para pessoas que entrarem em contato por telefone, WhatsApp ou redes sociais oferecendo empréstimos.
Como saber se posso contratar sem biometria?
O próprio sistema fará a verificação.
Ao tentar realizar o procedimento pelo Meu INSS, será consultada a existência de biometria nas bases governamentais.
Se houver biometria disponível, ela continuará sendo utilizada.
Porém, caso o cadastro não seja encontrado, poderá aparecer a opção de validação utilizando os dados bancários.
Assim, o aposentado ou pensionista não precisa escolher antecipadamente qual método será utilizado.
Mudança já está valendo para beneficiários do INSS
A nova regra amplia as possibilidades para quem estava impedido de contratar o crédito por não conseguir concluir a biometria facial.
No entanto, é importante lembrar que a mudança não significa liberação automática de empréstimos.
Cada contratação ainda depende da identificação e da autorização do beneficiário.
Por isso, antes de contratar um empréstimo consignado, confira taxas, valor das parcelas e condições oferecidas pela instituição financeira.


