A partir de hoje, 30 de setembro, novas funcionalidades no Sistema Nacional de Controle de Receituários (SNCR) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) entram em vigor, trazendo mudanças significativas na forma como as receitas médicas são emitidas e controladas. Essa atualização visa modernizar o sistema de prescrições e aumentar a segurança na distribuição de medicamentos.
Objetivos da Nova Implementação
A Anvisa esclareceu que a introdução dessas novas funcionalidades não implica no fim das receitas em papel, nem na obrigatoriedade da emissão eletrônica. O intuito é expandir as opções disponíveis para médicos, farmácias e demais envolvidos na cadeia de prescrição. A adoção das ferramentas eletrônicas será gradual, permitindo que cada setor se adapte conforme sua realidade.
Principais Novidades no Sistema
Uma das inovações mais relevantes é a possibilidade de emissão eletrônica de receitas que anteriormente eram apenas em papel, como as de cor azul e amarela. Além disso, a nova fase também abrange o controle eletrônico de receitas de controle especial, que incluem substâncias como antimicrobianos e agonistas de GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras.
Entendendo o SNCR
O Sistema Nacional de Controle de Receituários foi criado pela Anvisa para centralizar e aprimorar a fiscalização sobre medicamentos que exigem controle especial. Desde sua implementação em julho de 2024, o sistema tem se mostrado eficaz na gestão das numerações de receitas, embora as vigilâncias sanitárias permaneçam responsáveis por sua concessão.
Mudanças na Emissão de Receitas
Com as atualizações, a partir de 30 de setembro, será possível emitir receitas eletrônicas integradas ao SNCR, abrangendo notificações de receita A, B e B2, além das destinadas a tratamentos específicos. Isso representa um avanço importante na digitalização do processo de prescrição, mas é essencial que os sistemas de prescrição estejam alinhados às novas diretrizes.
Período de Transição
A transição para a nova modalidade de receitas eletrônicas será gradual. Entre hoje e 29 de outubro, coexistirão receitas em papel, eletrônicas não integradas ao SNCR e eletrônicas integradas. Após essa data, as receitas brancas emitidas eletronicamente deverão estar conectadas ao sistema, mas a Anvisa reafirma que a emissão em papel continuará sendo uma opção válida.
Implicações para Profissionais de Saúde
Os profissionais de saúde devem continuar utilizando seus sistemas de prescrição eletrônica, que agora precisam ser integrados ao SNCR. A solicitação da numeração para as receitas eletrônicas ainda deve ser feita junto à vigilância sanitária local, e as numerações para receitas eletrônicas diferem das físicas, garantindo um controle mais rigoroso.
Impactos nas Farmácias e Drogarias
Com a implementação do novo sistema, as farmácias e drogarias poderão verificar as informações relacionadas às receitas eletrônicas diretamente no SNCR, o que promete aumentar a segurança e a eficiência na dispensação de medicamentos. Essa mudança deve facilitar o trabalho dos estabelecimentos ao lidar com prescrições eletrônicas.
Considerações Finais
A introdução das funcionalidades eletrônicas no SNCR representa um passo importante em direção à modernização do sistema de saúde no Brasil. Com a gradual adoção dessas medidas, espera-se que a segurança na prescrição de medicamentos aumente, beneficiando tanto profissionais de saúde quanto pacientes. A Anvisa permanece comprometida em acompanhar essa transição, garantindo que todos os setores estejam prontos para se adaptar às novas exigências.


