Um caso envolvendo a fiscalização de saúde pública em Aparecida de Goiânia tem gerado debate e levantado questionamentos sobre decisões administrativas dentro do serviço público municipal.
Cinco servidores que afirmam ter ajudado a estruturar o setor denunciam que foram afastados de suas funções após mais de três décadas de atuação. Segundo os profissionais, a medida teria ocorrido de forma abrupta e sem transparência.
Os trabalhadores aguardam agora uma decisão prevista para o dia 9 deste mês e pedem que o Ministério Público acompanhe o caso com mais atenção.
As informações foram divulgadas pelos próprios servidores envolvidos na denúncia.

Servidores afirmam ter mais de 30 anos de atuação na fiscalização de saúde pública
O caso envolve cinco profissionais que atuaram por mais de 30 anos na fiscalização de saúde pública em Aparecida de Goiânia, desempenhando atividades ligadas à vigilância sanitária, ao acompanhamento de estabelecimentos e à proteção da saúde da população.
Segundo os servidores, eles participaram diretamente da criação e do fortalecimento da estrutura do setor ao longo de décadas de trabalho dentro da administração municipal.
Os trabalhadores citados na denúncia são Francisco Marcone Marinho, Delvair Aparecida Jacob Marques, Jaime Santos Do Rego, Ivonildes Arantes Custodio e Valdete Araujo Moura Rezende.
De acordo com os relatos apresentados, todos fizeram parte do processo de consolidação da fiscalização sanitária no município, ajudando a estruturar procedimentos e rotinas que passaram a fazer parte do funcionamento do setor.
Afastamento teria ocorrido durante gestão de Vilmar Mariano

Segundo os servidores, o problema começou ainda durante a gestão do então prefeito Vilmar Mariano, quando os profissionais foram retirados de seus cargos.
De acordo com os fiscais, o afastamento ocorreu há cerca de um ano e nove meses. Eles afirmam que a decisão foi tomada de forma abrupta e sem que todo o processo administrativo fosse conduzido de maneira clara e correta.
Após a medida, os trabalhadores relatam que passaram a ser impedidos de acessar o setor onde trabalharam durante décadas, situação que teria impactado diretamente suas atividades profissionais.
Servidores relatam impedimento de acesso ao setor

Conforme os relatos, a determinação que impediu a entrada deles no setor teria sido feita pela Procuradoria do Município.
Segundo os fiscais, a decisão teria sido conduzida pelo procurador Fábio Camargo. Na avaliação dos trabalhadores, a medida acabou prejudicando suas carreiras após tantos anos dedicados ao serviço público.
Eles afirmam que o afastamento trouxe consequências profissionais e pessoais, além de levantar questionamentos sobre a condução administrativa do processo.
Processo aguarda decisão após pedido de vista

Diante da situação, os cinco fiscais pedem que o Ministério Público acompanhe o caso com atenção, avaliando os procedimentos adotados e os desdobramentos da denúncia.
A expectativa dos servidores está voltada para uma decisão prevista para o dia 9 deste mês. No entanto, nesta semana o processo teve um novo capítulo após o relator solicitar pedido de vista, o que acabou adiando momentaneamente a análise.
Enquanto aguardam uma definição, os fiscais seguem lutando para retornar às funções que exerceram por mais de três décadas.
O caso também reacende o debate sobre segurança jurídica no serviço público e sobre o reconhecimento de profissionais que ajudaram a construir e estruturar a fiscalização de saúde pública no município.


