Recentemente, o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, solicitou informações adicionais ao Desembargador Ricardo Tadeu Bugarin Duailibe, atual presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). O foco da investigação é a administração dos depósitos judiciais mantidos no Banco de Brasília (BRB), que se tornou um ponto central nas apurações relacionadas ao Banco Master.
Intimações e Prazos
Em um despacho recente, o ministro determinou que o TJMA, assim como outros quatro tribunais estaduais, forneçam, em um prazo de dez dias, informações sobre eventuais fatos novos ou relevantes desde as últimas manifestações encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os tribunais intimados incluem os da Paraíba, Bahia, Alagoas e o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).
Movimentações Atípicas e Valores Envolvidos
O pedido do CNJ está atrelado a uma representação que investiga movimentações financeiras consideradas atípicas na gestão dos depósitos judiciais do BRB. No Maranhão, essa quantia chega a R$ 2,8 bilhões, que foram transferidos do Banco do Brasil para o BRB. Esses recursos abrangem depósitos judiciais, administrativos, fianças e valores destinados ao pagamento de precatórios e requisições de pequeno valor (RPV).
Contratos e Responsabilidades
No dia 21 de julho de 2025, um contrato significativo foi assinado entre Diogo Ilário de Araújo Oliveira, então Diretor Executivo do BRB, e o Desembargador José de Ribamar Froz Sobrinho, presidente do TJMA. Froz, em uma sessão do Órgão Especial do tribunal, assumiu a total responsabilidade por essa transação, afirmando que qualquer consequência da movimentação dos quase R$ 3 bilhões recai sobre ele.
Consequências da Gestão Anterior
A situação se complica ainda mais com a demissão de Diogo Ilário em abril de 2056, que faz parte de uma gestão anterior sob suspeita. O ex-diretor foi ligado a Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, que foi preso durante uma nova fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, que investiga irregularidades e prejuízos bilionários relacionados ao Banco Master.
Críticas e Implicações Finais
A situação gerou críticas, inclusive de Paulo Velten, que classificou a decisão de transferir R$ 2,8 bilhões do Banco do Brasil para o BRB como 'gravíssima', destacando que Froz não consultou os demais Desembargadores antes de tomar tal decisão. A polêmica em torno da administração dos fundos judiciais no estado continua a atrair atenção, levantando questionamentos sobre a gestão financeira e a integridade dos processos judiciais.
Conclusão
O desenrolar das investigações sobre a administração dos depósitos judiciais no Maranhão evidencia a complexidade e a gravidade do caso. Com a pressão do CNJ e as repercussões políticas, é vital que a transparência prevaleça, permitindo que a justiça seja feita e a confiança na magistratura seja restaurada.

