Pesquisa analisou 375 pacientes com dor torácica de baixo risco e descobriu que 42% apresentavam ansiedade grave; a maioria também tinha outras condições psicológicas tratáveis
Pesquisa mostra que quase metade dos casos de dor no peito tem origem emocional (Freepik)
A dor no peito é um dos principais motivos de atendimento em pronto-socorros, mas nem sempre está ligada a problemas cardíacos. Um estudo realizado nos Estados Unidos e publicado em agosto na revista Academic Emergency Medicine revelou que muitos desses casos têm origem na ansiedade.
A pesquisa analisou 375 pacientes com dor torácica de baixo risco e descobriu que 42% apresentavam ansiedade grave. A maioria também tinha outras condições psicológicas tratáveis, como depressão, somatização (quando o sofrimento emocional se manifesta por sintomas físicos), transtorno do pânico, baixa autoeficácia (falta de confiança em lidar com situações difíceis), transtorno de estresse pós-traumático e incapacidade funcional — que afeta o trabalho, a rotina familiar e a vida social.

Pesquisa mostra que quase metade dos casos de dor no peito tem origem emocionalFreepik
Segundo os autores, identificar e tratar essas condições permite desenvolver estratégias de acompanhamento mais direcionadas, reduzindo retornos desnecessários ao pronto atendimento.
Episódios recorrentes
O estudo constatou que a dor no peito associada à ansiedade costuma ser persistente. Dois terços dos participantes relataram episódios semanais ou diários, mostrando que apenas descartar causas cardíacas não é suficiente.
O tratamento psicológico, o acompanhamento contínuo e, quando indicado, o uso de medicamentos ansiolíticos e antidepressivos são medidas essenciais para aliviar o sofrimento e evitar complicações emocionais.
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