FPM: 2° decêndio de janeiro soma R$ 2,6 bi; valor será transferido ao municípios na terça-feira (20)

FPM repassa R$ 2,6 bilhões no 2º decêndio de janeiro; São Paulo recebe mais e alguns municípios seguem bloqueados.

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O Fundo de Participação dos Municípios (FPM) vai transferir, nesta terça-feira (20), o valor referente ao 2º decêndio de janeiro, totalizando R$ 2,6 bilhões. O montante representa um crescimento expressivo em comparação ao mesmo período do ano passado, quando o repasse havia sido de aproximadamente R$ 2 bilhões.
Em um cenário de dependência financeira de muitos municípios em relação ao FPM, esse aumento reforça a importância do fundo para a sustentabilidade das administrações locais em todo o país.

Neste artigo completo e otimizado para SEO, você vai entender como funciona o repasse, quais estados receberão maiores valores, os municípios que estão bloqueados, o acumulado do ano e a relevância desse recurso para o desenvolvimento municipal.

O que é o FPM e por que ele é crucial para os municípios brasileiros?

O FPM é uma transferência constitucional da União para os municípios, composta por 22,5% da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
Para milhares de cidades brasileiras, especialmente as de menor porte, esse fundo representa a espinha dorsal da receita pública.

Por que o FPM é indispensável?

Porque ele financia:

  • Serviços básicos à população
  • Folha de pagamento
  • Saúde
  • Educação
  • Limpeza urbana
  • Transporte público
  • Iluminação e infraestrutura

Em muitos municípios pequenos, o FPM chega a representar mais de 70% da receita anual, configurando-se como o principal motor da gestão pública.

FPM: 2º decêndio de janeiro soma R$ 2,6 bi; valor será transferido aos municípios na terça-feira (20)

O segundo repasse de janeiro marca um importante reforço financeiro para as administrações municipais.
O montante de R$ 2,6 bilhões não só é maior que o valor transferido no mesmo decêndio de 2024, como também demonstra o aumento de arrecadação federal e a retomada do crescimento das receitas públicas.

São Paulo lidera os repasses: R$ 324 milhões no 2º decêndio

O estado de São Paulo é o que mais recebe recursos deste decêndio, totalizando cerca de R$ 324 milhões.

Alguns dos municípios paulistas que se destacam na distribuição são:

  • São João da Boa Vista
  • Salto

Por ser o estado mais populoso, São Paulo possui coeficientes maiores, o que resulta em repasses mais robustos.

Roraima recebe o menor valor do decêndio: R$ 1,9 milhão

O estado que receberá o menor montante no 2º decêndio de janeiro é Roraima, com aproximadamente R$ 1,9 milhão destinados aos seus municípios.

Entre as cidades que receberão os maiores valores em Roraima estão:

  • Alto Alegre – cerca de R$ 159 mil
  • Cantá – cerca de R$ 159 mil

O valor mais baixo está ligado ao número reduzido de habitantes e ao coeficiente populacional definido pelo IBGE.

Por que o 2º decêndio costuma ser menor?

Segundo o especialista em orçamento público Cesar Lima, o repasse intermediário (2º decêndio) costuma ser menor porque:

  • Ele não acompanha o volume de arrecadação do início do mês
  • O governo federal ainda está consolidando valores do período
  • O maior fluxo de arrecadação ocorre no 1º e 3º decêndios

Ainda assim, o repasse deste ano chama atenção por ser maior que o do ano passado, demonstrando crescimento.

Como funciona o cálculo do FPM?

O cálculo é feito com base nas regras definidas pela Constituição Federal e considera:

Fatores que determinam o valor do FPM

  • Número de habitantes
  • Faixa populacional do município
  • Renda per capita
  • IDH – Índice de Desenvolvimento Humano
  • Arrecadação nacional de IR e IPI
  • Coeficientes atualizados anualmente pelo IBGE

Esses coeficientes definem o “teto” do que cada município pode receber.

Municípios bloqueados: quem não vai receber o FPM

Embora o repasse seja destinado a todos os municípios brasileiros, alguns ficam bloqueados por pendências com o governo federal, conforme o SIAFI.

Municípios bloqueados até 16 de janeiro

  1. São Sebastião (AL)
  2. Gavião (BA)
  3. Aracoiaba (CE)
  4. Campos Sales (CE)
  5. Morada Nova (CE)
  6. Ocara (CE)
  7. Itapirapuã (GO)
  8. Magalhães de Almeida (MA)
  9. Aveiro (PA)
  10. Prainha (PA)
  11. Campina Grande (PB)
  12. Monteiro (PB)
  13. Amarante (PI)
  14. Campo Maior (PI)
  15. Petrópolis (RJ)
  16. Japaratuba (SE)

Motivos mais comuns para bloqueio

  • Falta de certidões obrigatórias
  • Irregularidades fiscais
  • Pendências no Tesouro Nacional
  • Problemas com prestação de contas

Os municípios bloqueados precisam regularizar sua situação para voltarem a receber.

Valor acumulado do FPM em 2025 já ultrapassa R$ 196 bilhões

Até este momento, os municípios brasileiros já receberam mais de R$ 196 bilhões em repasses do FPM no ano de 2025.
Esse valor representa um aumento de 14,6% em comparação com 2024, quando o total repassado foi de R$ 171 bilhões.

Os repasses ao longo dos meses em 2025

  • Dezembro de 2025 foi o mês com maior volume de repasses: R$ 25,38 bilhões
  • Outubro de 2025 registrou o menor valor: R$ 11,55 bilhões

A variação é natural e reflete oscilações de arrecadação e desempenho econômico.

Como os municípios usam o dinheiro do FPM?

Áreas mais atendidas com o FPM

  • Saúde (SUS, hospitais, postos e medicamentos)
  • Educação (creches, escolas, transporte escolar)
  • Pagamento de salários e encargos
  • Obras de infraestrutura
  • Limpeza urbana
  • Saneamento
  • Assistência social

Sem o repasse do FPM, muitos desses serviços ficariam inviáveis.

Impacto econômico do FPM no desenvolvimento local

O FPM é também um grande indutor de crescimento econômico local, pois movimenta comércio, serviços e contratações nas cidades beneficiadas.
Em municípios de pequeno porte, o repasse injeta dinheiro diretamente na economia, sustentando pequenos empresários, agricultura local e o consumo interno.

Conclusão: FPM segue essencial para o equilíbrio financeiro das cidades brasileiras

O repasse de R$ 2,6 bilhões do 2º decêndio de janeiro confirma a importância do FPM como instrumento indispensável para o financiamento público municipal.
Mesmo com variações naturais entre estados e municípios, o fundo continua sendo o principal suporte financeiro para milhares de prefeituras.
Com crescimento acumulado e tendência de alta em 2025, o FPM segue sendo um pilar estratégico para garantir serviços básicos e desenvolvimento em todo o país.

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