A indefinição de Eduardo Braide passa diretamente pelo alto grau de risco político envolvido em uma eventual renúncia. Estão em jogo o comando da segunda maior arrecadação do estado e o próprio futuro político do ora prefeito de São Luís.
Braide é o único dos pré-candidatos já colocados que teria de abrir mão do mandato atual para entrar na corrida eleitoral. Em caso de derrota, não poderia tentar retornar ao La Ravardière daqui dois anos, passando ao menos seis anos fora de mandatos eletivos. Tempo mais que suficiente para fazer parte do panteão que abriga Tadeu Palácio, João Castelo e Edivaldo Holanda Júnior, igualmente populares em seus períodos, mas que colecionaram tropeços em tentativas de retorno.
Outro fator sensível é a sucessão municipal. Esmênia Miranda assumiria o comando da capital e poderia alinhar politicamente a gestão ao Palácio dos Leões, enfraquecendo o principal reduto eleitoral de Braide e isolando ainda mais o atual prefeito no tabuleiro estadual. Ao mesmo tempo, a baixa capilaridade política no interior do Maranhão segue como uma das maiores fragilidades de sua eventual candidatura, já que a força eleitoral concentrada na capital, sozinha, é insuficiente para levá-lo até mesmo a um segundo turno.
Entre pesos e contrapesos, Braide tem decisões e encaminhamentos importantes a tomar, mas agora contando em semanas e dias o que antes eram meses.
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