Recentemente, o prefeito de Raposa, Eudes Barros, do PL, implementou um aumento significativo na Contribuição de Iluminação Pública (CIP), que impactará diretamente as contas de energia dos moradores. O reajuste de 18,6% foi oficializado através do Decreto nº 254, publicado em 27 de abril de 2026, e representa um valor três vezes superior à inflação.
Justificativa para o Aumento da CIP
No decreto que formaliza o aumento, o prefeito justifica a necessidade de equilibrar as faixas de consumo e o percentual de participação da CIP nas tarifas. Segundo Eudes Barros, o reajuste é necessário para adequar as cobranças aos serviços prestados, embora muitos moradores se mostrem insatisfeitos com a falta de explicações mais detalhadas sobre a medida.
Processo de Aprovação do Reajuste
O prefeito esclareceu que a nova taxa não precisa ser aprovada pela Câmara de Vereadores, uma vez que a CIP já foi instituída pela Lei Complementar Municipal n° 06, de setembro de 2021. Esta legislação foi aprovada anteriormente pelo Plenário da Câmara, o que permite ao gestor realizar o reajuste sem a necessidade de nova votação.
Histórico de Aumentos nas Tarifas em Raposa
O aumento na CIP não é um caso isolado na gestão de Eudes Barros. Em dezembro de 2025, o prefeito já havia promovido um reajuste de cerca de 100% nas contas de água, aumentando significativamente os valores cobrados pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). Este foi o segundo aumento no valor, já que o primeiro ocorreu em dezembro de 2021, logo no final do primeiro ano de sua administração.
Repercussões e Reações da População
As recentes decisões do prefeito têm gerado descontentamento entre os cidadãos de Raposa, que se sentem sobrecarregados por constantes aumentos nas tarifas de serviços essenciais. A combinação dos aumentos na conta de água e na CIP levanta preocupações sobre a sustentabilidade financeira das famílias locais, especialmente em tempos de dificuldades econômicas.
Conclusão
À medida que os moradores de Raposa enfrentam o impacto dessas novas tarifas, a administração de Eudes Barros se vê sob crescente escrutínio. A falta de um diálogo mais aberto sobre as razões por trás dos aumentos pode acirrar ainda mais a insatisfação popular. Fica a expectativa de que o governo municipal busque alternativas que equilibrem a necessidade de recursos públicos com a capacidade de pagamento da população.


