Caminhada Rosa em São Luís destaca importância da atividade física na prevenção do câncer

Evento será realizado neste sábado (31), no Itapiracó, com aula de dança e serviços de saúde.

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Caminhar, dançar e manter o corpo em movimento são hábitos que contribuem para reduzir o risco de desenvolver alguns tipos de câncer, incluindo o de mama. Essa é a motivação por trás da Caminhada Rosa, que acontece neste sábado (31), a partir das 16h, na Reserva do Itapiracó, em São Luís.

O evento, promovido pelo Hospital São Domingos, encerra o calendário de mobilizações promovido pela instituição por ocasião do Outubro Rosa. A programação inclui diversas atividades físicas e serviços gratuitos de saúde, como aula de dança, aquecimento orientado e caminhada, além de aferição da pressão arterial, verificação da glicemia e sorteio de brindes.

Toda a programação é gratuita, bastando apenas estar com roupas cor de rosa para participar da atividade.

ESTATÍSTICAS E DIAGNÓSTICO

O Maranhão registrou 841 casos de câncer de mama e 264 mortes entre janeiro e setembro de 2026, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgados em outubro. Em todo o ano de 2025, foram contabilizados 2.419 casos e 337 mortes pela doença no estado. Para este ano, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 1.130 novos casos de câncer de mama no Maranhão, sendo 320 em São Luís. Trata-se de uma estimativa para 2026, e não do total de diagnósticos confirmados até o momento.

Além de adotar hábitos saudáveis, realizar o autoexame para identificar alterações nas mamas e procurar os serviços de saúde o mais cedo possível são atitudes importantes no enfrentamento à doença. “Nódulos na mama ou na axila, mudanças na pele ou no formato da mama e saída espontânea de secreção pelo mamilo devem sempre ser avaliados por um profissional de saúde”, explica a oncologista do Hospital São Domingos, Noele Gomes.

Noele explica que o câncer de mama também está relacionado a fatores que não podem ser modificados. “O envelhecimento e o histórico familiar são fatores a serem considerados, tanto na prevenção quanto no diagnóstico. Por isso, os cuidados devem considerar as características e as necessidades de cada pessoa”, orienta ela.

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