Conselho Federal de Medicina Proíbe Uso de PMMA em Procedimentos Estéticos e Reparadores

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O Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou uma nova diretriz que proíbe o uso do polimetilmetacrilato (PMMA) como material de preenchimento no Brasil. A decisão, válida a partir do dia 2 de junho, abrange tanto intervenções estéticas quanto reparadoras, visando a proteção dos pacientes e a segurança nos procedimentos médicos.

Exceções para Pacientes com HIV/aids

Apesar da proibição generalizada, há uma exceção importante na nova regulamentação: o uso de PMMA será permitido apenas para pacientes que vivem com HIV/aids e que necessitem de tratamento para lipodistrofia. Esses procedimentos devem ser realizados em unidades de alta complexidade autorizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), seguindo rigorosamente os protocolos clínicos estabelecidos.

Características e Riscos do PMMA

O PMMA é um composto sintético, composto por microesferas dispersas em gel, originalmente projetado para aplicações médicas específicas, como correções de deformidades e reconstruções. Entretanto, sua popularidade cresceu nos últimos anos em procedimentos estéticos, o que levantou preocupações entre especialistas. A substância é classificada como um preenchedor permanente, e seu uso para fins estéticos é amplamente contestado devido ao alto potencial de complicações graves.

A Resolução do CFM e o Apoio da Sociedade Brasileira de Dermatologia

A resolução emitida pelo CFM foca exclusivamente na atuação médica, já que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda não retirou o PMMA do mercado. Até o momento, a Anvisa permite o uso da substância em situações específicas, como em procedimentos de preenchimento facial e correção de deformidades faciais. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) manifestou apoio à decisão do CFM, reiterando a necessidade de banir o PMMA para finalidades estéticas, considerando os riscos envolvidos.

Motivo da Proibição e Casos de Complicações

A urgência em proibir o PMMA se intensificou após a morte de uma paciente em São Paulo, que havia passado por um procedimento envolvendo essa substância. Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, de 48 anos, apresentou complicações severas logo após a aplicação e faleceu em decorrência dos efeitos adversos. De acordo com o relato de sua filha, a paciente começou a sentir dores intensas e dificuldades respiratórias um dia após o procedimento.

Declaração do CFM

Em comunicado oficial, o CFM enfatizou que a utilização do PMMA está proibida em todo o território nacional para fins médicos, exceto nas situações previamente mencionadas. A resolução, que será publicada no Diário Oficial da União, visa garantir a segurança dos pacientes e prevenir futuros incidentes relacionados ao uso dessa substância.

Conclusão

A decisão do CFM marca um passo significativo na regulamentação de procedimentos estéticos no Brasil, refletindo uma crescente preocupação com a saúde e segurança dos pacientes. Com o banimento do PMMA, espera-se que haja uma diminuição nos riscos associados a intervenções estéticas, promovendo uma prática médica mais segura e responsável.

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