Fornecedores Protestam em Frente à Maxtec por Pagamentos Atrasados

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Um grupo de fornecedores da Maxtec Serviços Gerais e Manutenção Industrial Ltda. montou um acampamento em frente ao Centro de Tratamento de Resíduos (CTR Ambiental) situado no bairro da Vila Maranhão, em São Luís. A mobilização visa chamar atenção para a falta de pagamentos que se arrastam há meses.

Dívidas Acumuladas e Preocupações com a Gestão

Um dos prestadores de serviços relatou que já se passaram sete meses desde que ele trabalhou para a empresa e ainda não recebeu os cerca de R$ 147 mil que lhe são devidos. O proprietário da Maxtec, Ricardo Cordeiro Gonçalves, sobrinho do ex-governador João Castelo, tem sido acusado de protelar esses pagamentos, deixando diversos fornecedores em uma situação financeira difícil.

Justificativas e Acusações

De acordo com o fornecedor que fez a denúncia, a justificativa apresentada por Gonçalves para a falta de pagamento é a alegação de que a Secretaria Municipal de Saúde (SEMUS) não está repassando os valores devidos à Maxtec. Essa situação levanta questões sobre a transparência e a responsabilidade na gestão da empresa.

Mudanças na Estrutura da Empresa

Na última sexta-feira, dia 10, surgiu a informação de que Ricardo Gonçalves vendeu 50% da empresa. Essa transação suscitou preocupações sobre a continuidade da operação da Maxtec e se a nova configuração acionária poderá impactar ainda mais a situação financeira dos fornecedores, que já enfrentam um cenário de calote.

Reações e Tentativas de Contato

Em mensagens obtidas pelo Blog do Domingos Costa, Gonçalves reconhece a gravidade da situação, afirmando: "Estamos vendo com carinho a situação, desculpe, mas a SEMUS ferrou a MAXTEC". O Blog tentou entrar em contato com a Secretaria Municipal de Saúde, mas não obteve resposta. Da mesma forma, Ricardo Gonçalves não foi localizado para comentar as acusações e as dificuldades enfrentadas pelos fornecedores.

Contexto Adicional

O cenário de crise financeira da Maxtec se agrava ainda mais considerando que a empresa recebeu recentemente uma quantia significativa de R$ 68,7 milhões da gestão do prefeito Eduardo Braide e se tornou alvo de investigação pelo Ministério Público. Além disso, a história da empresa é marcada por polêmicas, como a participação de diretores em esquemas de corrupção em gestões anteriores.

Conclusão

O protesto em frente à Maxtec reflete uma crise que não afeta apenas os fornecedores, mas também levanta questões sobre a gestão pública e a responsabilidade das empresas que prestam serviços essenciais. A falta de comunicação efetiva e a transparência nas operações são pontos críticos que precisam ser abordados para evitar que situações semelhantes ocorram no futuro.

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