A aposentadoria de um atleta, muitas vezes vista como o fim de uma carreira esportiva, na verdade pode marcar o início de uma nova fase repleta de oportunidades. Embora a atividade em campo tenha cessado, o nome, a imagem e as conquistas do jogador permanecem ativos e podem ser explorados comercialmente. Essa dinâmica revela como a marca pessoal de um atleta pode gerar receitas significativas mesmo após seu retiro.
A Prova do Tempo: O Legado de Pelé
Um dos casos mais emblemáticos é o de Pelé. Mesmo após sua morte em dezembro de 2022, o Rei do Futebol continua a ser uma figura central no marketing esportivo. Em 2025, a NR Sports, empresa vinculada à família de Neymar, adquiriu os direitos sobre sua marca. Dois anos depois, a imagem de Pelé foi utilizada em um acordo com o Santos, clube onde ele fez história, demonstrando que seu legado não tem prazo de validade.
O Potencial Comercial de Ícones do Esporte
O Santos, ao explorar a imagem de Pelé, estima que os negócios relacionados à sua marca podem alcançar entre R$ 18 milhões e R$ 20 milhões. Este valor impressionante ilustra a durabilidade e o impacto comercial que um atleta pode ter mesmo décadas após sua aposentadoria. A marca de Pelé, que não joga desde 1977, ainda gera um fluxo considerável de receitas e continua a ser um ativo valioso para as empresas que o associam.
Construindo Símbolos: A Marca Pessoal do Atleta
Durante sua trajetória esportiva, um atleta não acumula apenas títulos e estatísticas, mas também constrói uma identidade rica em símbolos. Elementos como o número da camisa, apelidos, comemorações icônicas e frases célebres tornam-se parte de sua marca. Ao se aposentar, esses símbolos permanecem vivos e são frequentemente utilizados em campanhas publicitárias, produtos licenciados e eventos que celebram suas realizações.
Além do Campo: O Valor Duradouro da Imagem
O caso de Pelé vai além do que é comum em muitos atletas. Sua imagem já não depende de novas partidas para manter sua relevância. O patrimônio simbólico construído ao longo de sua carreira ainda atrai atenção e valor, como evidenciado pela recente parceria com o Santos. Isso ressalta a capacidade de uma marca pessoal de sobreviver e prosperar independentemente da atividade esportiva do indivíduo.
Conclusão: O Futuro das Marcas Pessoais no Esporte
Em resumo, a aposentadoria de um atleta pode ser vista como um novo começo, onde a marca pessoal assume um papel central na geração de receitas. Com exemplos como Pelé, fica evidente que a construção de uma imagem forte e reconhecível pode resultar em oportunidades lucrativas, mesmo após o fim da carreira esportiva. Assim, atletas que investem em suas marcas pessoais têm a chance de garantir um legado duradouro, que vai muito além das quatro linhas do campo.


