Investigações Revelam Irregularidades em Carta de Fiança no Maranhão

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Um recente depoimento prestado pelo empresário Hermes Kucinski à Polícia Civil trouxe à tona novas dúvidas sobre a autenticidade da carta de fiança utilizada para tentar liberar mais de R$ 14 milhões que estão bloqueados pela Justiça do Maranhão. O caso, que envolve um complexo emaranhado de contratos e decisões judiciais, está sendo analisado no âmbito do Inquérito Policial nº 060/2023, aberto pela Delegacia de Defraudações de São Luís.

Declarações de Hermes Kucinski

Durante o interrogatório realizado em 15 de maio de 2026, Kucinski afirmou categoricamente que nunca viu a carta de fiança apresentada ao Tribunal de Justiça do Maranhão. Ele declarou que não participou da negociação com a Pacific Bank e que sua confiança no advogado Ramsés Benjamin Samuel Costa Gonçalves o levou a acreditar que todas as operações eram legítimas.

Contrato Milionário e Condicionalidades

Os documentos do inquérito revelam um contrato de honorários advocatícios que estipula pagamentos condicionados à liberação dos valores bloqueados. O contrato previa um total de R$ 1 milhão em honorários, com parcelas de R$ 300 mil e R$ 700 mil, além de um pagamento adicional de R$ 225 mil pela carta de garantia. Esses valores levantam questões sobre a confiabilidade dos envolvidos, especialmente diante das tentativas anteriores de desbloqueio dos valores judiciais.

Histórico Judicial e Questões Pendentes

O histórico processual revela uma série de tentativas de liberação dos valores bloqueados, que foram negadas mesmo após decisões do Pleno do Tribunal de Justiça do Maranhão. Essa sequência de eventos levanta uma questão crítica: por que os contratantes estavam tão certos de que a liminar seria aprovada? A falta de um incidente de falsidade instaurado, mesmo após as alegações de irregularidades, contribui para a complexidade do caso.

Investigação da Polícia Civil

A Polícia Civil do Maranhão iniciou uma investigação para apurar a autenticidade da carta de fiança e a possível responsabilidade criminal dos envolvidos. Diversos indícios, como a assinatura digital incompatível e o uso de um selo pertencente a outra empresa, foram identificados, reforçando a suspeita de falsidade do documento. A ausência de respostas claras por parte do Judiciário sobre a autenticidade da carta também gera questionamentos adicionais.

Conclusão

O caso envolvendo a carta de fiança e os valores bloqueados no Tribunal de Justiça do Maranhão continua a se desdobrar em uma teia de investigações e declarações. Com o empresário negando qualquer envolvimento direto na negociação, as autoridades buscam esclarecer a autenticidade do documento e a possível fraude. O desfecho deste caso é aguardado com expectativa, dada a sua complexidade e as implicações legais que pode acarretar para os envolvidos.

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