O rapper L7nnon utilizou suas plataformas digitais, na madrugada da última terça-feira (10/3), para fazer um contundente desabafo sobre a violência contra mulheres. Em uma gravação que rapidamente ganhou repercussão, o artista confrontou comportamentos naturalizados e perpetuados entre homens, enfatizando a inaceitabilidade de tratar agressões e situações de abuso como algo comum ou digno de piada. Sua intervenção surge como um apelo direto à reflexão e mudança de postura.
A Desconstrução da Banalização em Círculos Masculinos
Durante seu pronunciamento, L7nnon direcionou sua crítica à forma como muitos homens abordam relatos de violência e abuso em seus convívios sociais. Ele lamentou que tais narrativas sejam frequentemente motivo de zombaria ou trivializadas em rodas de amigos, uma atitude que, segundo ele, apenas contribui para a persistência de condutas abusivas. O rapper ressaltou que presenciar e aceitar declarações como “minha mulher bato mesmo, esculacho mesmo” sem qualquer tipo de repúdio é um erro grave, distorcendo o que deveria ser considerado normal e ético.
Alerta Contra a Vulnerabilidade e Exploração em Ambientes Sociais
L7nnon também dedicou parte de seu desabafo a situações em que mulheres são intencionalmente colocadas em condições de vulnerabilidade, especialmente em eventos sociais como festas. Ele condenou veementemente a prática de homens que incentivam o consumo excessivo de álcool com a intenção de se aproveitar da embriaguez alheia. O músico frisou que, se uma mulher não demonstra interesse estando sóbria, não há justificativa para tentar mudar essa decisão através da bebida, classificando tal comportamento como criminoso e inaceitável. Para ele, “embebedar alguém para se aproveitar é crime” e merece ser tratado com a devida seriedade.
O Apelo à Responsabilidade e Consciência Masculina
O rapper não apenas criticou os agressores, mas também fez um forte apelo para que outros homens assumam uma postura ativa. Ele destacou a importância de se posicionar diante de comportamentos abusivos observados entre amigos, em vez de ignorá-los ou aceitá-los passivamente. L7nnon conectou a indiferença e a normalização desses atos ao preocupante aumento nos casos de feminicídio, argumentando que a gravidade da questão exige uma reflexão profunda e coletiva. Ao final, ele explicou que, embora existam muitos especialistas no tema, sentiu a necessidade de abordar o assunto diretamente como figura masculina, chamando ao bom senso e à ação imediata para combater a violência e o desrespeito.


