Médica fala sobre a saúde de Raul Gil e dá dicas de prevenção da diverticulite

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Em entrevista ao portal LeoDias, a gastroenterologista Patrícia Almeida detalhou a condição que afeta o famoso comunicador e explicou por que ela se torna mais perigosa com a idade avançada

Médica fala sobre a saúde de Raul Gil e dá dicas de prevenção da diverticulite

Raul Gil permanece internado em hospital de São Paulo (Reprodução/Instagram/@raulgil3)

Raul Gil foi diagnosticado com abdome agudo inflamatório causado por diverticulite aguda, além de desidratação, e segue internado no Hospital Moriah, em São Paulo, desde a noite da última quarta-feira (3/9). Segundo boletim médico divulgado nesta quinta-feira (4/9), o estado de saúde do apresentador de 87 anos é considerado estável, com previsão de alta nos próximos dias.

Em entrevista ao portal LeoDias, a gastroenterologista e hepatologista Patrícia Almeida detalha a condição do comunicador. Segundo a médica, a diverticulite é uma inflamação nos divertículos, pequenas “bolsas” que se formam na parede do intestino grosso, muito comuns em pessoas acima dos 60 anos: “Quando essas bolsas inflamam ou infectam, podem causar dor abdominal intensa, febre e alteração do hábito intestinal”, informa.

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Patrícia destaca que a inflamação geralmente ocorre devido à obstrução desses divertículos por resíduos alimentares ou fezes endurecidas, o que favorece infecção local: “A idade avançada, constipação crônica e dieta pobre em fibras são fatores de risco”, pontua.

Os sintomas, segundo a especialista, incluem dor abdominal, geralmente no lado inferior esquerdo, febre, náusea e vômito, alterações do hábito intestinal (diarreia ou constipação) e mal-estar geral: “Nos idosos, muitas vezes os sintomas podem ser mais discretos, mas a desidratação e a inflamação tornam o quadro mais grave”, salienta.

A médica frisa que o tratamento depende da gravidade: “Nos casos mais leves, indicamos repouso, hidratação, antibióticos e dieta líquida ou pastosa. Nos casos mais graves, internação hospitalar, antibióticos intravenosos, hidratação venosa e, em algumas situações, até cirurgia para remover o segmento do intestino afetado”, explica.

“Nos idosos, o risco é maior”

Questionada se a condição se torna mais perigosa pela idade avançada, Patrícia garante que sim. “Nos idosos, o risco é maior por dois motivos: o organismo tem menor reserva funcional para lidar com infecções e complicações, como perfuração intestinal, abscessos e sepse, que são mais frequentes. A desidratação, que já foi mencionada no caso de Raul, também agrava o quadro, pois pode comprometer rins, pressão arterial e o estado geral do paciente”, detalha.

“Toda dor abdominal intensa em idosos deve ser avaliada rapidamente em ambiente hospitalar. A demora no diagnóstico pode aumentar muito o risco de complicações. Além disso, manter boa hidratação, dieta rica em fibras e acompanhamento médico regular ajuda a prevenir crises de diverticulite”, finaliza Patrícia.

FONTE: portalleodias

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