Menina acolhida em abrigo morre e caso gera questionamentos em Buriticupu

Criança de 11 anos morreu após sofrer uma queda dentro do abrigo. Família afirma que só foi informada da internação dias depois e cobra esclarecimentos sobre o atendimento.

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A morte de Maria Isis, de 11 anos, acolhida em um abrigo institucional de Buriticupu, no oeste do Maranhão, está sendo cercada de questionamentos e deve ser apurada pelas autoridades. A criança estava sob responsabilidade do serviço municipal de acolhimento quando sofreu uma queda dentro da unidade e morreu após permanecer internada.

Segundo relatos da família, o acidente ocorreu no banheiro do abrigo. Após a queda, Maria Isis teria perdido os movimentos das pernas e foi encaminhada para atendimento médico. A criança permaneceu internada, mas não resistiu e morreu dias depois.

A mãe da menina, Larissa, afirma que não foi comunicada imediatamente sobre a gravidade do estado de saúde da filha. De acordo com ela, a informação sobre a internação só chegou quando compareceu ao abrigo durante o dia destinado às visitas. A família alega que, caso não tivesse ido ao local, poderia não ter sido avisada antes da morte da criança.

O abrigo institucional faz parte da rede municipal de proteção à infância e é vinculado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social. Como Maria Isis estava sob medida de acolhimento, cabia ao poder público garantir sua proteção, segurança e acompanhamento enquanto permanecesse na instituição.

As circunstâncias da queda ainda não foram esclarecidas oficialmente. Entre os principais questionamentos levantados pela família estão as condições em que ocorreu o acidente, se havia acompanhamento de profissionais no momento da ocorrência e quais procedimentos foram adotados logo após o episódio.

Outro ponto que deverá ser esclarecido durante a investigação diz respeito aos protocolos de comunicação com os familiares em casos de urgência envolvendo crianças acolhidas. A família quer saber quando o acidente ocorreu, quais medidas médicas foram tomadas e por que a mãe não teria sido avisada imediatamente sobre a internação da filha.

Especialistas em proteção à infância destacam que serviços de acolhimento devem seguir normas técnicas que estabelecem procedimentos de segurança, acompanhamento permanente e comunicação com familiares ou responsáveis legais, especialmente em situações de emergência.

Além da apuração das circunstâncias da morte, a defesa da família também demonstra preocupação com os irmãos de Maria Isis, que continuam acolhidos na mesma instituição. Os familiares pedem que o caso seja investigado com rigor e que sejam adotadas medidas para garantir a segurança das demais crianças atendidas pelo abrigo.

Até o momento, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social não divulgou informações detalhadas sobre o caso nem esclareceu quais providências administrativas foram adotadas após o acidente. A expectativa é de que as investigações apontem como ocorreu a queda, se houve falhas nos protocolos de atendimento e comunicação e se existe eventual responsabilidade administrativa ou individual pelos fatos.

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