O ex-governador do Estado do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, tem se destacado na mídia com suas denúncias contundentes sobre a política brasileira, levando o Governo do Rio de Janeiro a aumentar sua segurança pessoal.
Na entrevista, Garotinho trouxe à tona questões sobre a blindagem do Banco Central, que passou a ser tratado como “sagrado”.

Entre as revelações, destacou-se o vazamento de informações que poderiam prejudicar a reputação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo a ligação de imagens de Dias Toffoli recebendo André Esteves chegando de helicóptero no Resort Tayayá, supostamente gravadas por seguranças do banqueiro André Esteves. Assim como o vazamento do contrato do escritório da esposa de Alexandre de Moraes com o banco de Daniel Vorcaro. Segundo Garotinho, por ter tentado comprar o Master, André Esteves teria tido acesso à informação.
As denúncias, que implicam um racha entre a TV Globo e os ministros do STF, sugerem que os magistrados, antes considerados intocáveis, agora enfrentam uma nova realidade de desconfiança e oposição após os conflitos no Caso Master.

Interesses e Conflitos
Garotinho conta que André Esteves, dono do BTG Pactual, não agiu em prol do interesse público, mas sim para proteger seus próprios interesses financeiros. Em uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, Esteves teria recebido a informação de que o Banco Master passaria por intervenção.
Garotinho questiona as implicações dessa decisão, ressaltando que a intervenção exigiria o aporte de recursos do governo, ao contrário da liquidação, que dispensaria tal investimento.
O ex-governador destaca que, de um total de R$ 40 bilhões em CDBs do Banco Master, instituições como XP, BTG e Nubank venderam quantias significativas. “Quem seria responsabilizado pelo prejuízo?”, indaga Garotinho, enfatizando que a questão de quem emitiu os títulos e quem os vendeu ao cliente final deve ser debatida é fundamental para compreender o enredo da historia.
Consequências e Poderes em Conflito
Garotinho sugere que a manobra de Esteves para evitar que o banco fosse liquidado gerou uma série de conflitos com os poderes da República, e ele não escapará da ira do STF, do Banco Central e do Planalto. Esteves, segundo Garotinho, utilizou sua influência para pressionar a liquidação e usou a Globo como aliada em sua estratégia.
Adicionalmente, Garotinho revelou que a família Marinho, dona da Globo e detentora de 25% do Nubank, teria interesses diretos no desfecho do caso, pois, se o Banco Master não fosse liquidado, também arcariam com parte dos prejuízos.
O ex-governador também menciona a influência de Esteves em investigações anteriores, como a Lava Jato, onde, ao ser preso, ameaçou entregar informações comprometedores. Garotinho acredita que sua entrevista é crucial para esclarecer as conexões entre os envolvidos e a campanha difamatória contra críticos da falta de transparência do Banco Central.
A necessidade de convocar Garotinho para depor no caso Master se torna premente, pois sua perspectiva pode ajudar a elucidar a verdade em meio a uma teia complexa de interesses e manipulações políticas. A justiça, agora, enfrenta o desafio de separar os fatos das narrativas distorcidas. Garotinho argumenta que, se Esteves estava ciente da situação do Master e optou por permanecer em silêncio, ele se torna, no mínimo, cúmplice da crise.
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