Vereador Cesarino volta ao centro de polêmica após histórico de condenação por desvio de recursos públicos

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Cesarino tem histórico de condenação por desvio de recursos públicos…

O nome do vereador Antônio Gomes da Silva, conhecido como Antônio Cesarino, voltou a ganhar repercussão negativa nos bastidores políticos e nas redes sociais. Dias após viralizar um vídeo em que ele aparece ao lado de um aliado, Francinaldo, manuseando dinheiro dentro da sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STTR), entidades e lideranças locais passaram a cobrar não apenas o Ministério Público do Maranhão (MPMA), mas também a FETAEMA (Federação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Maranhão ), que representa os sindicatos rurais no estado, para que se manifestem e acompanhem o caso.

A lembrança do histórico judicial do vereador não é por acaso. Cesarino já foi condenado pela Justiça por envolvimento em um esquema que desviou mais de 108 mil reais da Câmara Municipal de Bom Jardim, em ação movida pelo Ministério Público. A sentença, publicada em 6 de setembro, detalha o funcionamento da fraude e a tentativa de encobrir o crime.

A condenação alcança também a esposa do parlamentar, Ana Lídia Sousa Costa, além de outros três envolvidos. A decisão descreve minuciosamente como o grupo organizou uma série de saques em 2014, período em que Ana Lídia assumiu a presidência interina da Câmara de Vereadores. Segundo o MP, ela destituiu o tesoureiro e colocou no cargo uma pessoa de confiança da família. Somente no dia 16 de dezembro daquele ano, foram sacados 62.834,72 reais. Nos dias seguintes, novos saques ocorreram nos valores de 35 mil, 8.885,51 e 2 mil reais. O total desviado chegou a 108.720,23 reais.

O então tesoureiro, Raurison Lima dos Santos, declarou ter sido pressionado a assinar um recibo de 1.500 reais, apesar de só ter recebido 1.000 reais. Ele relatou que Cesarino justificou que os 500 reais retidos seriam referentes ao INSS. A Justiça concluiu que o valor caracterizou apropriação indevida e enriquecimento ilícito por parte do vereador.

Além do desvio de recursos, o conjunto de provas apresentado pelo Ministério Público aponta que os envolvidos tentaram fraudar processos criminais. Conforme as investigações, o grupo percorreu Bom Jardim em busca de pessoas dispostas a assinar recibos falsos que simulavam pagamentos referentes a dezembro de 2014, com o objetivo de criar documentos que dessem aparência de legalidade aos saques.

Com base nos depoimentos e documentos analisados, a Justiça determinou que todos os réus ressarçam integralmente o prejuízo, com correção monetária e juros. Também foram aplicadas sanções como suspensão dos direitos políticos, perda da função pública, pagamento de multa civil, proibição de contratar com o poder público e condenação por danos morais coletivos.

O caso voltou a ser amplamente discutido após o surgimento do vídeo recente envolvendo o vereador. A gravação reacendeu críticas sobre a conduta de Cesarino, que já possui condenações por uso irregular de dinheiro público. Para lideranças sindicais e especialistas em direito público, o episódio levanta suspeitas de práticas indevidas dentro do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, o que motivou cobranças para que a FETAEMA se posicione oficialmente e acompanhe o fato, diante da possível utilização de estruturas sindicais para fins irregulares.

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