Nesta terça-feira (11), o parlamentar iniciou sua fala criticando a herança administrativa dos comunistas:
“Todos que passaram por lá, sem a mínima condição. A população vive lá à mercê das facções, do domínio das facções. É isso que acontece, da internet à água. Então, o PCdoB tem expertise em facção.”
Na sequência, Yglésio resgatou denúncias apresentadas há duas semanas envolvendo militantes do PCdoB:
“Expertise ainda em falsificações. Vocês lembram. Há duas semanas, eu trouxe aqui, meus amigos da imprensa, os militantes do PCdoB que estiveram implicados na denúncia que foi recebida pelo juízo criminal em relação à falsificação de documentos na Sinfra. Pessoal do PCdoB, carregador de bandeira do PCdoB, pessoal que garantiu. Coloquem, por favor, as imagens. Ali olhem. Podem passar as imagens.”
Coincidência jurídica ou convergência política?
O parlamentar vinculou o caso ao assassinato do empresário Bosco, do Tech Office, atribuindo à atuação de um mesmo advogado um elo implícito entre facções, falsificação e defesa de criminosos:
“Aqui é só para dizer o que a gente vem mostrando, o advogado do tal do Gilbson, do assassino do Tech Office. Está aqui o nome dele na tela. É o mesmíssimo advogado, mesmíssimo advogado. Olha o advogado do Gilbson, que eles conseguiram tirar da cadeia aqui, já condenado, tendo matado mais gente depois de matar o Bosco. É o mesmíssimo advogado que está defendendo agora os militantes do PCdoB.”
Em tom de cálculo político, Yglésio dramatizou a improbabilidade da coincidência:
“Vocês sabem qual é a chance matemática de um advogado, entre 31.300 e poucos que nós temos no Maranhão, pegar duas causas ao acaso em uma situação como essa? É uma em 4,8 milhões de possibilidades. Então, não tem a mínima chance disso aqui ter sido um acaso. A mesma força financiadora da advocacia do assassino do Tech Office é o mesmo financiador do pessoal dos falsificadores da Sinfra. Liguem os pontos, meus amigos, liguem os pontos.”
“Espólio político falido” e críticas às indicações de Dino
A crítica evoluiu para um ataque direto ao campo político do ex-governador Flávio Dino, hoje ministro do STF, mirando o modelo de indicações adotado durante a gestão:
“Nós temos hoje um grupo político falido, um espólio desolado, que está atuando para proteger criminosos, para fazer uma tormenta político-jurídica no Maranhão. ‘Especialistas e notórios saber’, diriam os comunistas do PCdoB, o pessoal do PCdoB. Olhem, meus amigos, como são as indicações técnicas. Secretaria de Cidades era um jornalista, depois foi substituído. Eu não sei direito a formação da Secretária. Eu sei que foi por indicação política também, esposa e outras e outras e outras sem qualquer nexo de capacidade, mas que foram o tempo todo utilizados em todo o período do Flávio Dino, para colocar seus aliados no poder.”
Yglésio concluiu em tom de deboche político:
“Mas, como eu disse, a comédia, a brincadeira, a palhaçada, a pantomima… Então, tudo isso ficou para o PCdoB fazer, essa comédia toda, essa verdadeira palhaçada. E não nos surpreendamos se o STF não afastar o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão, muito obrigado.”


